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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

RÁPIDA PASSAGEM

Conta-se que no século passado,
um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito.
Seu objetivo era visitar um famoso rabino.
O turista ficou surpreso ao ver que o rabino
morava num quarto simples,
cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.

- Onde estão os seus móveis? Perguntou o turista.

E o rabino, bem depressa, perguntou também:

- Onde estão os seus?

- Os meus? - Disse o turista - Mas eu estou aqui de passagem!?

- Eu também! - Disse o rabino.

A vida na Terra é somente uma passagem.
No entanto, vivemos como se fôssemos ficar aqui eternamente.

(Autor desconhecido)


A águia

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos, mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com: As unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.
O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!
Então a águia só tem duas alternativas: Morrer ... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho, próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos. Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de pessoas, costumes, lembranças e coisas que nos causaram dor ou não servem mais.
Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.


A Parábola da Rosa

Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la
constantemente.

Antes que ela desabrochasse, ele a examinou e viu o
botão que em breve
desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou,

"Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada
de espinhos tão
afiados?"

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar
a rosa e antes
mesmo de estar pronta para desabrochar, ela morreu.

Assim é com muitas pessoas.

Dentro de cada alma há uma rosa:

São as qualidades dadas por Deus.

Dentro de cada alma temos também os espinhos:

São as nossas faltas.

Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os
espinhos, os
defeitos.

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir
de nosso interior.

Nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e
consequentemente, isso morre.

Nunca percebemos o nosso potencial.

Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas.

Portanto alguém mais deve mostrar a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou
compartilhar é ser
capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro
de outras
pessoas.

Esta é a característica do amor.

Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.

Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a
beleza em sua alma
e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas
aparentes imperfeições.

Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão
seus próprios
espinhos.

Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

Portanto Sorriam e descubram as rosas que existe dentro
de cada um de
vocês e das pessoas que amam...

Autor desconhecido

Provérbio Persa

Crie firmeza interior.

Não se abale com os acontecimentos.

Fique acima dos problemas.

Desenvolva pensamentos resistentes.

Convença-se de que os problemas existem
para o seu aperfeiçoamento.

E que todos são resolvidos por você
de uma forma ou de outra.

Acredite no poder que Deus colocou dentro de você.

Essa é a chave que abre todas as portas do êxito.

Daí vem a firmeza.

Uma firmeza maior nasce da sua perfeita compreensão
de que Deus é amor puro.

 
A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás
Mas só pode ser vivida olhando-se para a frente.

Soren Kierkegaard (1813-1855)

O PIANO

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou
seu
pequeno filho a um concerto de Paderewski. Depois de sentarem, a mãe viu
uma
amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Tomando a oportunidade para
explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e
eventualmente
suas explorações o levaram a uma porta onde
estava escrito:

"PROIBIDA A ENTRADA".

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe
retornou
ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. De repente, as
cortinas se
abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro
do
palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente
catando as notas de "Cai, cai, balão".

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi
ao piano, e sussurrou no ouvido do menino:

- " Não pare, continue tocando ".

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a
preencher a
parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e
acrescentou
um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço
transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente
criativa. O público estava perplexo.

É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta
própria
mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são
exatamente como uma música graciosamente fluida. Mas, com as mãos do
Mestre, as
obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que
você
se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente. Você pode ouvir
a voz
do Mestre, sussurrando em seu ouvido:

"Não pare, continue tocando".
Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão
tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são
equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para
amar
guiar você a grandes coisas.

PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do Céu, passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixadas dois pares de pegadas na areia : um era o meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Note, também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiados do meu viver.  Isso aborreceu-me deveras, e perguntei então ao Senhor :
“Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi TE seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as maiores atribulações  do meu viver, havia na areia dos caminhos da minha vida, apenas um par de pegadas.
Não compreendo porque nas horas que eu mais precisava de Ti, Tu me deixaste”.
O Senhor me respondeu :
“Meu filho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento.  Quando viste na areia, apenas um par de pegadas, foi exatamente aí, que Eu te carreguei nos braços.”

Lenda Judaica

Deus convidou um rabino para conhecer o céu e o inferno.
            Ao abrirem a porta do inferno, viram uma sala em cujo centro havia um caldeirão onde se cozinhava uma suculenta sopa.
            Em volta dele, estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de cabo tão comprido que lhe permitia alcançar o caldeirão, mas não as suas próprias bocas. O sofrimento era imenso.
            Em seguida, Deus levou o rabino para conhecer o céu.
Entraram em uma sala idêntica. À primeira vista havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido. A diferença é que todas estavam saciadas.
            - Eu não compreendo, disse o rabino, por que aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?
            Deus sorriu e respondeu :
            - Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comida uns aos  outros...

O amor...

O amor floresce...

Onde está plantado, o amor floresce...

Por mais árida que seja a terra do coração que receba as sementes do amor, ele, ali, germina, cresce e floresce.

Não há impedimento para o amor.

Ele propicia alegria nas horas felizes ou nos momentos amargos.

Sua presença modifica a paisagem, colocando sol e calor ali onde surge, ao mesmo tempo em que atrai à vida tudo que fecunda.

O amor necessita de condições para desenvolver-se, no entanto, é a força que nada impede sua manifestação nem a realização de seu mister superior.

Ninguém resiste ao seu poder.

Se insinua, discretamente, sem impor-se; conquista sem molestar e arrasta, com doçura, renovando quem ama e àquele que é amado, construindo uma forma superior de relação entre os seres.

Para manifestar-se, não depende da fortuna, nem da beleza, nem do poder.  A todos se apresenta igual, pois é portador dos bens inalienáveis do Espírito : confiança, indulgência, fé e paz.
Quando chega, nada pede; se é expulso, tudo deixa.

Se é procurado, facilmente cresce, abre-se em flores e frutifica em harmonia.

Se é abandonado, projeta claridade como lâmpada acesa que derrama luz na noite escura.

Por mais arbitrária que seja a pessoa ou por pior que se apresente, ela não vive sem o amor.  Talvez se mascare de indiferença ou se embruteça com a violência; no entanto, em seu íntimo, ama mais profundamente e se alimenta da força do amor a algo ou a alguém.

A vida, assim, adquire sentido; só quando se enriquece com o amor; e o homem somente alcança sua maioridade no momento em que passa a amar e o sentimento se transforma na razão de sua existência.

Quando escasseia no coração, este adoece, e se quando se lhe apresenta, estando enfermo, então, vem a cura.

Se as circunstâncias são más, o amor as transforma e se são boas, as abençoa.

O amor é carismático.  Onde aparece, atrai e conquista.

Há quem o quer pelas aparências, como aqueles que valorizam o livro pela capa.

Sua força, entretanto, é interna, por tudo o que consegue fazer e transformar.

Qualquer situação, por pior que seja, se modifica quando o amor passa a conduzi-la.

Comumente, aqueles que se dizem carentes de amor, são os que não amam; assim  como quantos buscam o amor na distância, não o encontram, pois o têm no lugar de onde saíram...

É necessário conhecê-lo e deixar-se penetrar por sua força edificante.

É conveniente não confundi-lo com desejo, paixão, sensualidade.

Estas são manifestações de sua forma primitiva, herança ainda animal, quando, brutalmente, escraviza.

Nunca se perde um legítimo amor, conforme muitos afirmam.

Se o amor se afasta, quiçá haja sido abandonado pelo ser querido ou não era amor verdadeiro.

Quando se ama, se é forte e bom.  A crueldade resulta de sua falta na vida.

O amor sugere que se abram os braços à vida, pois quando se encerram em torno de si mesmo, se descobre que não se possuía nada.

Ele multiplica a vida e os afetos, jamais diminui ou divide os seres.

Pode-se, portanto, afirmar, que o amor é o alimento mais importante da vida, sem o qual esta desfalece e morre.

Porque o amor é a presença de Deus no mundo, onde quer que seja semeado, sempre florescerá.

                                                           Amália Domingo Soler

Cartinhas para Deus




         Essas frases foram retiradas de cartas escritas por crianças para Deus :

1.   Querido Deus, eu não pensava que laranja combinava com roxo até que vi o pôr-do-sol que Você fez terça-feira.  Foi demais !  (Eugênia)

2.   Querido Deus, você queria mesmo que a girafa se parecesse assim ou foi um acidente ? (Norma)

3.   Querido Deus, obrigado pelo meu irmãozinho, mas eu orei por um cachorrinho. ( Joyce)

4.   Querido Deus, choveu o tempo todo durante as nossas férias e como meu pai ficou zangado !  Ele disse algumas coisas sobre Você que as pessoas não deveriam dizer, mas eu espero que Você não fique bravo com ele. (Seu amigo, não vou dizer quem é)

5.   Querido Deus, quem desenha as linhas em volta dos países ? (Maria)

6.   Querido Deus, eu penso em você de vez em quando, mesmo quando não estou orando. (José Augusto)

7.   Querido Deus, eu aposto que é muito difícil para Você amar a todas as pessoas no mundo.  Na nossa família tem só quatro pessoas e eu nunca consigo. ( Marcos)

8.   Querido Deus, eu não acho que alguém poderia ser um Deus melhor que Você.  Bem, eu quero que saiba que não estou dizendo isso só porque Você já é Deus.  (Charles)

Viajando com Pablo Neruda...

"Soneto XVII"
(Cem Sonetos de Amor- Pablo Neruda)



Não te amo como se fosses rosa de sal
Topázio ou flecha de cravos que propagam o fogo
Te amo como se amam certas coisas obscuras
Secretamente, entre a sombra e a alma

Te amo como a planta que não floresce e leva dentro de si
Oculta, a luz daquelas flores
E graças ao teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira

Senão assim deste modo em que não sou nem és
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha
Tão perto que se fecham teus olhos com o meu sonho

MÃE

Procurei ansiosamente
Um símbolo de amor de Deus no mundo,
Carinho permanente,
Amor que nada mais pedisse à vida,
A fim de estar contente,
Que o dom de ser amor sublimado e profundo.

Vi o Sol trabalhando sem cansaço
Doando-se sem pausa, alto e bendito,
O astro imenso, porém, pedi a espaço,
De maneira a brilhar nas telas do Infinito.
Julguei achar na fonte esse traço perfeito,
Fitando-lhe a corrente a servir sem parar,
Mas fonte exigia a hospedagem do leito
A fim de prosseguir à procura do mar.
Fui à árvore amiga e anotei-lhe a lição :
Conquanto a se entregar tanto
 aos bons quanto aos brutos,

Precisava defesa e vínculos no chão
Ao fornecer, sem paga, a riqueza dos frutos.
Vi a abelha no favo a pedir mel às flores,
Nuvens para servir solicitando alturas,
Escolas em função buscando professores
E o lar para ser lar exigindo estruturas

Toda força do bem que ao bem se entregue
Em bondade constante e em contínua grandeza,
Assegura-se, vive, auxilia e prossegue,
Algo requisitando ao Mundo e à Natureza.
Em ti, unicamente, Mãe querida,
Encontro amor que nasce e cresce, em suma,
No sacrifício puro, acalentando a vida,
Sem reclamar da Terra cousa alguma.

Eis porque sobre todo amor que existe
As Mães são guias, anjos cireneus,
Cujo brilho por si nos protege e persiste
Em ser somente amor, no excelso amor de Deus.

Estrela, Deus te guarde em teu fulgor celeste !...
Agradeço-te a luz, o carinho e o perdão...
Bendita sejas, Mãe, porque me deste
A presença de Deus no coração.


Extraído do Livro – Somente Amor de Maria Dolores – Meimei
Pág. 49

A Bomba d` àgua


Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede.
Eis que ele chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto.
Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.
Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada.
Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar.
Nada aconteceu.
Desapontado, caiu prostrado, para trás.
E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa.
Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:
"Meu Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando sobre ela toda água desta garrafa. Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir, para o próximo viajante."
O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água.
A garrafa estava quase cheia de água!
De repente, ele se viu num dilema.
Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.
Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse morreria de sede.
Que fazer?
Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... e a bomba e pôs-se a ranger e chiar sem fim.
E nada aconteceu!
E a bomba foi rangendo e chiando.
Então, surgiu um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou com abundância !
Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina.
Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente.
Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.
Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante.
Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:
"Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta."
Várias lições preciosas podemos extrair desta estória ...
Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento.
Quantos ficam parados satisfazendo-se com pequenos resultados, quando poderiam conquistar significativas vitórias.
E você...???
O que falta para despejar esta garrafa de água que você guarda e está prestes a beber e conseguir água fresca em abundância de uma nova fonte ???
Autor desconhecido

Frase pra pensar

"É pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a Humanidade." Allan Kardec
 
"Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é obra de cada um." André Luiz (espírito), psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
"A caridade é o amor, é o sol que Nosso Senhor fez raiar claro e fecundo; alegrando nesta vida a existência dolorida dos que sofrem neste mundo!" Casimiro Cunha (espírito) / psicografia de Francisco Cândido Xavier
 
"A fonte do bem é inesgotável. Tarefa aceita - responsabilidade confirmada." Marco Prisco (espírito) / psicografia de Divaldo Franco
 
“Ama-te a ti mesmo, permitindo-te o crescimento espiritual que te desenvolverá a capacidade de amar o teu próximo com legítimo interesse pela sua felicidade. Abstém-te das coisas que sobrecarregam o corpo e distraem o Espírito, preocupando-te em preservar e aprimorar somente aquilo que é realmente necessário.
Buscando a paz, em dias de repouso, esquece máquinas e complexidades da vida moderna, rádio e televisão, periódicos e noticiários, a fim de defrontares-te contigo mesmo.
Não te cerques de pessoas bulhentas, aquelas que “enchem a casa” com as suas fanfarronices, parecendo alegres e joviais, mas que se estão escondendo no alarido que promovem, porque se não querem encontrar.
Estás fadado à felicidade.
Começa o programa para alcançá-lo, desde agora, afadigando-te por bem cumprir com os deveres na Terra, dos quais decorrerão a alegria e paz nesta e na vida futura.”
 
Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Biblioteca

Lembro-me a primeira vez que fiz ficha em uma biblioteca pública, depois de muita insistência nos ouvidos de minha mãe.

Desde então, quando comecei a ir e vir com minhas próprias pernas ( e isso começou por volta dos meus nove anos),  aquele lugar onde o silêncio misturava-se a sonhos passou a ser algo tão natural quanto ir a minha própria casa.

Caminhava entre as prateleiras, e ficava horas naquele lugar, sempre saindo com o limite máximo de livros permitidos.

A biblioteca sempre foi o meu refúgio, quando estava me sentindo sozinha, triste ou alegre. Lá encontrava amigos-personagens com quem desvandava histórias que passavam a fazer parte de mim, se misturavam com a minha vida.

As letras traziam as palavras que se faziam silêncio no meu lar ou que eu não achava respostas em qualquer outro lugar.

Morava numa cidadezinha do interior. Sempre sozinha com meus pensamentos. De bicicleta e mochila nas costas. Sempre fazendo caminhos diferentes no asfalto. Sempre sonhando acordada.

De onde nasceu minha paixão pelos livros? Não sei.

Talvez porque visse minha mãe sempre lendo algo, no entanto, meus irmãos nunca foram ávidos leitores.

Quando fecho os olhos hoje, já passadas algumas décadas. Lembro daquele lugar que ficava entre frondosas árvores e é como estivesse lá de novo.

A frente ficava o hospital da cidade. Eu saía a maioria das vezes pela porta de traz. Entreabrindo páginas, deixando letras a se derramarem pelo chão...

Onde ficou escrita parte da minha história.

Pérola - 04/01/2011